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Policial penal barrada em curso por gravidez passou em concurso da Guarda Civil durante espera

Mulher barrada no curso de formação por estar grávida toma posse como policial penal 3 anos depois A persistência marcou a trajetória da policial penal Tha...

Policial penal barrada em curso por gravidez passou em concurso da Guarda Civil durante espera
Policial penal barrada em curso por gravidez passou em concurso da Guarda Civil durante espera (Foto: Reprodução)

Mulher barrada no curso de formação por estar grávida toma posse como policial penal 3 anos depois A persistência marcou a trajetória da policial penal Thainá Santos, de 28 anos. No intervalo de três anos entre ser desligada do curso de formação por estar grávida e finalmente tomar posse no cargo, ela continuou estudando e foi aprovada no concurso da Guarda Civil Municipal de Boa Vista. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp Thainá chegou a ser convocada para assumir a vaga na CGM recentemente. No entanto, ela optou por aguardar e permanecer na Polícia Penal, por se tratar de um cargo estadual. Até a posse definitiva, que ocorreu na última quarta-feira (4), foram oito anos dedicados aos estudos para concursos públicos. Desligada no curso de formação A espera e a incerteza começaram após o concurso da Polícia Penal de 2020. Thainá foi aprovada nas primeiras fases e iniciou o curso de formação prática. Porém, quando estava no sétimo mês de gestação, foi desligada do processo por uma decisão administrativa da Secretaria de Justiça e Cidadania de Roraima (Sejuc). Thainá Santos, de 28 anos, policial penal que tomou posse três anos após ser impedida de finalizar formação Arquivo A exclusão ocorreu mesmo com a apresentação de atestados médicos que comprovavam a saúde da mãe e do bebê. A partir daí, ela iniciou uma longa batalha para garantir o direito de concluir as etapas e assumir a vaga. "Foram noites de choro e desespero. Mas deu certo. Hoje, só quero trabalhar, dar o meu melhor e agradecer a Deus", relembrou a policial. LEIA MAIS: Mulher barrada no curso de formação por estar grávida toma posse como policial 3 anos depois Policial penal desligada de curso por gravidez concluiu formação sozinha após o filho nascer 'Homem pode ter cinco filhos e continua' O retorno ao curso só foi possível em 2023, após a intervenção da Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher, do Ministério Público de Roraima. O órgão destacou que a eliminação de gestantes fere a Constituição Federal e as leis de proteção à mulher no mercado de trabalho. Com o acordo firmado entre o MP de Roraima e a Sejuc, Thainá concluiu sozinha as etapas práticas que faltavam, como aulas de tiro e defesa pessoal, quando o filho já estava com 9 meses. "Acredito que deveria haver adaptação para não prejudicar as mulheres. Um homem não seria desligado por ser pai, e eu fui desligada por ser mãe", refletiu a servidora. Policial penal Thainá Santos (no meio) e a promotora de Justiça, Lucimara Campaner Arquivo pessoal Thainá agora faz parte de um grupo de 74 novos policiais penais empossados. Com o reforço, o quadro efetivo da segurança prisional de Roraima passa a contar com 877 servidores. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.